Morro de medo da morte, afinal, morrer é a última coisa que quero fazer na vida.
Fujo desse assunto como o diabo foge da cruz.
É chover no molhado falar sobre esta senhora que um dia aparecerá para todos nós.
Viu?
Nenhuma novidade nesse texto aqui.
Estou cheio de lugar comum.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
CORAGEM - texto 9
acho que um dia
pulo pela janela
aí acaba
toda esta correria
quero sossego.
tenho medo.
não enfrento a vida
como deveria
é medo?
é covardia?
essa tirania me arrasa
o desafio dá paúra
e o medo me acaba
chega!
é a hora do basta.
será?
vou pular da vida
não.
é alto.
tenho medo.
pára.
pulo pela janela
aí acaba
toda esta correria
quero sossego.
tenho medo.
não enfrento a vida
como deveria
é medo?
é covardia?
essa tirania me arrasa
o desafio dá paúra
e o medo me acaba
chega!
é a hora do basta.
será?
vou pular da vida
não.
é alto.
tenho medo.
pára.
OVER CAZUZA - texto 8
Meus heróis NÃO morreram de overdose.
Tiveram fim mais infeliz.
Ficaram velhos em corpos jovens.
Nunca mais tiveram idéias novas.
Tiveram fim mais infeliz.
Ficaram velhos em corpos jovens.
Nunca mais tiveram idéias novas.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
OUTONOS - texto 7
No caminho do outono
Vejo minhas folhas caindo
E o redemoinho do vento
Remexe os sonhos
Que tive menino
A doce brisa morna
Que um pálido sol aquece
Tira o frio do meu corpo
E faz que eu não me sinta morto
No caminho do outono
Vejo minhas folhas caídas
E o redemoinho do vento
Já não remexe sonhos
Que tive menino
Olho para onde estive
E nada mais existia
Vejo minhas folhas caindo
E o redemoinho do vento
Remexe os sonhos
Que tive menino
A doce brisa morna
Que um pálido sol aquece
Tira o frio do meu corpo
E faz que eu não me sinta morto
No caminho do outono
Vejo minhas folhas caídas
E o redemoinho do vento
Já não remexe sonhos
Que tive menino
Olho para onde estive
E nada mais existia
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
DE VOLTA - texto 6
Sonhei um dia
que teria você
novamente
junto aos meus braços
entre minhas pernas
com seus lábios
colados aos meus
sonhei um dia
que teria seu corpo
novamente
queimando o meu
ninando meus sonos
vibrando de prazer
deitado ao meu lado
sonhei um dia
que teria sua pele
novamente
brilhando para mim
transpirando sua paixão
perfumando as minhas horas
acariciando meu rosto
sonhei um dia
que teria você
novamente
sonhei
sonhei
sonhei e nada mais
nada fiz
nada procurei
nada ganhei
só sonhei
é de sonhos
que a vida é feita?
que teria você
novamente
junto aos meus braços
entre minhas pernas
com seus lábios
colados aos meus
sonhei um dia
que teria seu corpo
novamente
queimando o meu
ninando meus sonos
vibrando de prazer
deitado ao meu lado
sonhei um dia
que teria sua pele
novamente
brilhando para mim
transpirando sua paixão
perfumando as minhas horas
acariciando meu rosto
sonhei um dia
que teria você
novamente
sonhei
sonhei
sonhei e nada mais
nada fiz
nada procurei
nada ganhei
só sonhei
é de sonhos
que a vida é feita?
QUASE - texto 5
Quase é palavra completa
Para mostrar o imperfeito
Quase amei
Quase beijei
Quase chorei
Quase consegui
Quase fiz
Quase pedi
Quase perdi
Quase é palavra perfeita
Para mostrar o incompleto
Quase odiei
Quase bati
Quase ri
Quase falhei
Quase desisti
Quase neguei
Quase venci
Em muito fiquei no quase
Em pouco fiquei no tudo
Fiquei no quase
Fiquei no nada
Quase vivi
Para mostrar o imperfeito
Quase amei
Quase beijei
Quase chorei
Quase consegui
Quase fiz
Quase pedi
Quase perdi
Quase é palavra perfeita
Para mostrar o incompleto
Quase odiei
Quase bati
Quase ri
Quase falhei
Quase desisti
Quase neguei
Quase venci
Em muito fiquei no quase
Em pouco fiquei no tudo
Fiquei no quase
Fiquei no nada
Quase vivi
terça-feira, 3 de novembro de 2009
NOME - texto 4
Teu nome é desejo
Prazer intenso,
corpos entrelaçados
e coração vadio
É corpo teu nome
Que deseja a minha presença
a cada instante
Teu nome é sexo
Sempre à flor da pele
e cada vez mais,
até os ossos
tenho o desejo latente
de sentir sempre
o teu sexo quente
Prazer intenso,
corpos entrelaçados
e coração vadio
É corpo teu nome
Que deseja a minha presença
a cada instante
Teu nome é sexo
Sempre à flor da pele
e cada vez mais,
até os ossos
tenho o desejo latente
de sentir sempre
o teu sexo quente
CÃO NEGRO - texto 3
Meu pequeno cão negro
Deixa um cheiro na minha alma
Por conta dele ficam brancas
Muitas vidas dos meus dias
Esse pequeno cão negro
Uiva pela minha boca
Por conta dele ficam mudas
Muitas vozes da minha fala
Meu pequeno cão negro
Crava os dentes em minhas idéias
Por conta deles ficam travados
Muitos sorrisos da minha alma
Deixa um cheiro na minha alma
Por conta dele ficam brancas
Muitas vidas dos meus dias
Esse pequeno cão negro
Uiva pela minha boca
Por conta dele ficam mudas
Muitas vozes da minha fala
Meu pequeno cão negro
Crava os dentes em minhas idéias
Por conta deles ficam travados
Muitos sorrisos da minha alma
domingo, 1 de novembro de 2009
RELÓGIOS - texto 2
Tá na hora!
A hora chegou!
E que horas são?
Vejo de hora em hora
as horas passarem
mas o tempo não passa
Os ponteiros seguram os segundos
os segundos se arrastam
os minutos não andam
e as horas estancam
O dia não passa
a noite nunca vem
e eu aqui pensando em andar
enquanto a vida voa
Nada se move
e o que se faz é lento
devagar, quase parando
Pronto!
A mão dos segundos andou
um primeiro nesta primeira
e interminável hora
Quanto tempo ainda para
viver?
ver o tempo?
passar o tempo?
passar com o tempo?
morrer com o tempo?
matar o tempo?
Tenho tempo
muito tempo
Será?
A hora chegou!
E que horas são?
Vejo de hora em hora
as horas passarem
mas o tempo não passa
Os ponteiros seguram os segundos
os segundos se arrastam
os minutos não andam
e as horas estancam
O dia não passa
a noite nunca vem
e eu aqui pensando em andar
enquanto a vida voa
Nada se move
e o que se faz é lento
devagar, quase parando
Pronto!
A mão dos segundos andou
um primeiro nesta primeira
e interminável hora
Quanto tempo ainda para
viver?
ver o tempo?
passar o tempo?
passar com o tempo?
morrer com o tempo?
matar o tempo?
Tenho tempo
muito tempo
Será?
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